A revolução da REALIDADE VIRTUAL na clínica do amanhã (Parte 1)

Várias empresas de pesquisa de mercado estimam que hardwares e softwares de realidade virtual poderiam valer em torno de US $ 30 bilhões até 2020. Atualmente, existem 685 start-ups de VR com valuation estimado em US $ 4,5 milhões, de acordo com o site AngelList; e seu número aumentará ainda mais, significando que tanto a demanda quanto a oferta está crescendo.

Seja como doutor, estudante ou paciente, o uso da tecnologia em questão tem se mostrado surpreendente. Acompanhe.

Em Abril de 2017, Shafi Ahmed (cirurgião colorretal), conduziu uma operação utilizando realidade virtual, e mais além, foi acompanhada em tempo real por terceiros que puderam presenciar através de duas câmeras 360º a remoção do tecido canceroso instalado no intestino de um paciente. Assim, através da Virtual Reality, os cirurgiões conseguem transmitir as operações globalmente, permitindo que os estudantes de medicina o acessem pelo OR (plataforma real time).

Vídeo: Simulação de uma cirurgia em Realidade Virtual (Mashable)

Outra aplicação de sucesso da VR, se relaciona com a diminuição de estresse e dor por parte de pacientes internados com quadro de dores crônicas. Uma pesquisa conduzida por Brennan Spiegel e sua equipe no Cedars-Sinai Medical Center, constataram que em 50 pacientes com dor gastrointestinal, cardíaca, neurológica e pós-cirúrgica, houve queda de 13% nos escores de dor ao assistirem um vídeo de 15 minutos com imagens da natureza acompanhados de música calmante. Outros 50 pacientes foram submetidos a assistirem um jogo animado de 15 minutos chamado Pain RelieVR, projetado especificamente para tratar pacientes que precisam ficar na cama ou têm mobilidade limitada, demonstrando um declínio de 24% nos níveis de dor.

Vídeo: A realidade virtual pode ser uma ótima ferramenta para mitigar a dor crônica sem analgésicos ou para escapar do ambiente hospitalar.

Mais além, há uma relação interessante relacionada com as preferências dos pacientes, já que apreciam lugares e dinâmicas diferentes. De acordo com Spiegel, a solução pode ser a chamada “Farmácia VR”, visualizações baseadas em evidências e características dos pacientes, no qual os clínicos podem “prescrever” individualmente. Isso também ajudaria a ter uma maneira de combinar o conhecimento, atitudes, crenças e as do paciente durante o tratamento.

PARA REFLETIR

A abertura de novos horizontes para a educação médica possibilita elevar o nível de experiência dos estudantes, bem como o treinamento de cirurgiões, otimizando seu tempo e sua performance devido ao acompanhamento remoto e real time. Quanto à possibilidade da redução das dores de pacientes crônicos, talvez em um futuro próximo, seja eficaz na redução de medicamentos para dor e tempo de permanência do paciente no hospital; sendo característico de um remédio de dor não-farmacológico, logo, além de auxiliar em um melhor tratamento também diminuirá custos para Instituições de saúde.

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Abigail Gouveia

Health Innova HUB in Training

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