PESQUISA: Como criar um ecossistema de saúde conectado ? (c/ Lina Garcés, ICMC-USP)

A pós-doutoranda Lina Garces, do ICMC-USP, está iniciando uma pesquisa, que tem como objetivo entender como desenvolver um ecosssistema de saúde conectado, através da participação das empresas e startups de saúde.

Como um dos objetivos do Health Innova HUB é fortalecer o ecossistema de inovação em saúde, estamos apoiando a divulgação e disseminação desta pesquisa.

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– Qual a sua formação e trajetória profissional ?

Sou Engenheira de Sistemas e Magíster em Sistemas e Informática pela Universidade Industrial de Santander (UIS) na Colômbia. A começos de 2018 terminei meu doutorado em Ciências da Computação realizado em dupla titulação com a Universidade de São Paulo (USP) e a Université de Bretagne-Sud (UBS) na França. Atualmente estou como pesquisadora a nível de pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP.

Tenho experiência na área de Engenharia de software para sistemas intensivos de software como são os Sistemas-de-Sistemas e sistemas auto adaptativos. Especificamente meus focos de pesquisa são em arquitetura  e qualidade de software, atuando principalmente nos domínios de Telemedicina, e-Health, tecnologia assistiva, e casas inteligentes para o cuidado de saúde, tendo alcançado várias publicações em conferências e periódicos internacionais. Já fui C.E.O de uma empresa de telemedicina na Colômbia focada no diagnóstico patológico. Tenho também experiência internacional liderando e coordenando projetos de desenvolvimento de sistemas de e-Health para sistemas de saúde públicos, os quais foram premiados. Antes de iniciar meu pós-doutorado apoiei a coordenação de um projeto de pesquisa e desenvolvimento na área de tecnologia assistiva para pacientes com deficiência de fala do Departamento de Computação e Matemáticas de Ribeirão Preto (DCM-RP) da USP.

– Qual o objetivo da pesquisa ?

O principal objetivo da minha pesquisa é conhecer os atuais desafios que as empresas atuantes na área de e-Health estão afrontando para fazer seus sistemas interoperáveis, e conseguir participar de ecossistemas de saúde e das novas tendências tecnológicas como são connected health, Internet das coisas, Saude 4.0, health cloud, entre outras. Baseada nas evidências dessa pesquisa de campo com as empresas nacionais, viso propor subsídios para apoiar as nossas empresas a serem líderes e atores importantes na consolidação desses ecossistemas de saúde a nível municipal, regional, e nacional.

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– Quais empresas devem participar da pesquisa ?

Spin-offs, start-ups, ou empresas de qualquer tamanho já consolidadas no mercado que ofereçam soluções tecnológicas (software/ dispositivos) na área de e-health, telemedicina, IoT para saúde, cloud para saúde, sistemas de prontuário eletrônico, etc.

– Por quê as empresas devem participar da pesquisa ?

Em um mundo conectado como é o nosso atualmente, e devido à dinamicidade dos mercados, temos a necessidade de criar e utilizar tecnologias de uma forma mais rápida sem esquecer da qualidade e utilidade das soluções oferecidas. Atualmente existem milhares de plataformas, sistemas, aplicativos, soluções, dispositivos orientados a melhorar a gestão da saúde tanto em hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios, etc., como também na autogestão da saúde por parte do paciente. Nesse contexto, é possível encontrar qualquer tipo de soluções  tecnológicas para qualquer tipo de necessidade no domínio da saúde. Porém, apesar do grande desenvolvimento tecnológico que o Brasil está tendo atualmente na área, temos problemas com mais de 30 anos que ainda não foram sido solucionados, como é por exemplo, a falta de um prontuário unificado nacional. São esses problemas “básicos” que criam uma barreira gigante na criação de ecossistemas de saúde, onde todos os sistemas, plataformas, aplicativos, dispositivos, e qualquer solução tecnológica têm que estar conectados, coordenados, e inter operando, para assim em conjunto, atingir objetivos de nível municipal, regional, e nacional.

Nesse cenário, as empresas na área da saúde devem ser cientes que, dentro de pouco tempo precisarão ser parte de sistemas maiores (por exemplo, cidades inteligentes) para continuar sendo ativas no mercado.

– Qual a importância desta pesquisa para o desenvolvimento de um ecossistema de saúde conectado ?

Entre mais cedo possam ser identificadas e solucionadas as barreiras que as nossas empresas atualmente têm para poder realizar uma interconexão, colaboração e coordenação entre suas soluções tecnológicas, mais rápido estaremos preparados para afrontar os grandes desafios que o mercado irá trazer em curto, médio e longo prazo.

Tem interesse em participar da pesquisa ?

Os interessados em participar podem clicar abaixo, a fim de registrar seu interesse em participar:

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Maiores informações:

Mande um e-mail para Lina Garcés, no linamgr@icmc.usp.br

Vamos conectar a saúde,

Fernando Cembranelli, MD/MBA

Sobre Fernando Cembranelli

Médico formado pela UNIFESP, com Residência Médica, em Administracao Hospitalar, pelo Hospital das Clínicas da FMUSP e MBA com foco em Healthcare Management pela Fuqua School of Business (Duke University). Co-fundador do EmpreenderSaúde, Ex-gerente do Centro de Inovacao do HCFMUSP, partner da Live Healthcare Media e CEO do Health Innova HUB (Health Innovation HUB)

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