O acesso às famílias em um novo tempo.

Quais políticas públicas terá o mundo para suas famílias, ao fim da grande pandemia, quando para além de mortes contadas, as desigualdades sociais serão mais acentuadas e todos terão, como pessoas em dignidade, a fome do absoluto?

Muito se fala do “novo tempo” e seus dissabores como desemprego, quebra de empresas, fragilidade da econômica e saúde. Pouco se fala do mendigo emocional que existe dentro de cada um de nós depois da pandemia.


Nesse caminho, diversas vertentes paralelas deverão ter novas trilhas. A família, ao depois, continuará a mesma consiga própria? O Estado continuará desprovido de políticas públicas suficientes a melhor provê-la? E como estarão os seus laços sociais com a economia, a protegê-la dos limites morais de mercado?

Essa dignidade inconsútil será a palavra-chave para o novo tempo da família revisitada ao ultrapasse da pandemia. 

Os maiores interesses protetivos, despertados por uma nova tomada de consciência crítica social indicam que tudo haverá, necessariamente, de ser diferente, e por certo surgirão uma nova cultura pelo bem-estar familiar, uma nova segurança jurídica garantidora, uma nova economia do bem comum e novas leis de suporte. 

Este (re)começo terá seu ponto de partida na própria família, quando impende urgente uma reautoanálise de seus integrantes, acerca das readequações vivenciais ao pós-confinamento, de seus dissensos e dos seus interesses pessoais, à devida e exata medida onde devem preponderar as responsabilidades comuns.

Apoios mútuos na experiência de adversidades temporárias, a adaptação aos acontecimentos supervenientes por afetação dos resultados da pandemia, o reequilíbrio de recursos e das necessidades familiares, as intervenções morais e afetivas, contribuirão por este referido princípio, sob a égide da solidariedade, à formação da “família resiliente” ou da “família có-responsável”, que surgirá no novo tempo real.

Quando falamos em “acesso” temos que fazer uma reflexão da amplitude dessa palavra que irá englobar muitas facetas.

Boa leitura!

Adriana Leocadio

Adriana Leocadio
Especialista em saúde e marketing

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