Modelo polivalente de startup pode transformar o uso medicinal da cannabis no Brasil

Os esforços para combater a pandemia da Covid-19, incluindo a busca por vacinas, mostram o quanto pesquisas científicas e o setor da saúde como um todo são organismos vivos, dinâmicos e em constante transformação. Isso pode ser constatado em vários segmentos e uma das vertentes em ascensão no mundo e no País é o uso medicinal da cannabis. Porém, o Brasil, mais uma vez, segue caminho mais lento, com diversos entraves, desde questões regulatórias até aspectos inerentes à capacitação médica.

Esse cenário tem efeito drástico no acesso da população aos tratamentos, bem como no desenvolvimento de pesquisas, na produção dos medicamentos e na consolidação da prática nessa especialidade. São grandes dificuldades para o País que, por outro lado, representam a abertura de novos horizontes para iniciativas facilitadoras, com foco na prestação de serviços e construção de soluções para questões básicas. Nesse sentido, o Centro de Excelência Canabinóide (CEC) está constituindo um expressivo exemplo brasileiro, conectando pontos importantes do ecossistema e aliando negócio a impacto social positivo.

A start-up lançada em 2018 possui quatro frentes de atuação. O CEC Medical oferece atendimento clínico, mas com diferenciais claros na jornada, indo bastante além do momento da consulta, quando médico e paciente estão frente à frente. Adicionalmente, há operação voltada a conteúdo, o CEC Learning. Trata-se de uma verdadeira biblioteca de assuntos, tanto para médicos quanto para o público em geral, ainda tão carente de informações sobre o uso medicinal da cannabis. Há também o CEC Science, que atua em fomento, curadoria e desenvolvimento de projetos ligados a pesquisas e análises.

Entretanto, possivelmente, o maior destaque esteja no CEC Academy. Este braço oferece inúmeras possibilidades como cursos de capacitação individual ou em grupo, feitos no modelo sob medida, que podem ser pensados especialmente para uma clínica, bem como, um hospital que tenha o objetivo de capacitar seus médicos ou, até mesmo, para um laboratório farmacêutico. Esse processo de qualificação permite que o Brasil passe a contar com mais médicos prescritores, mas transcende esse já importante papel, pois abre trilha para novos negócios, permitindo replicar o modelo em outras clínicas interessadas.

Com essa concepção de negócios versátil e dinâmica, o CEC conseguiu manter os desdobramentos dos seus planos operacionais, incluindo o primeiro passo do movimento de expansão, com abertura de duas unidades no Espírito Santo. Tudo em um ano absolutamente instável e adverso como o que estamos vivenciando.

Esse bom desempenho do CEC em 2020 deixa duas mensagens poderosas correlacionadas. Primeiramente, a certeza de que é possível colocar um negócio de pé, mesmo no Brasil e em um mercado incipiente, se você estiver disposto a ser um ativista no sentido de promover informação e transformação para toda a sociedade, levando em conta que saúde toca a vida de todos.

Sob outra ótica, também é preciso lutar a cada dia para criar ou melhorar as condições do ambiente relacionado ao uso medicinal da cannabis. É possível fazer isso mesmo sendo uma start-up, desde que sempre esteja presente a consciência de que o caminho não é percorrido sozinho. Ao ter uma boa ideia, identifique possibilidades, potenciais, clientes e parceiros. Depois, siga em frente com dedicação e empenho para transformar essa ideia em um projeto vencedor. Na área da saúde, em especial no que tange ao uso medicinal da cannabis, é preciso manter-se em movimento, conectar os pontos certos e ser um agente de transformação.

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