Desafios da inovação em saúde

Sua organização está de “cabelo em pé” com as tecnologias que se fazem necessárias no momento atual e daqui para frente?

Sua startup tem dificuldade para modelar e incorporar a inovação proposta no ambiente de saúde?

Tecnologia e inovação em saúde fazem parte do DNA de alguns profissionais de saúde, de alguns profissionais de tecnologia e de algumas organizações de saúde em nosso país. Existe uma comunidade buscando inovar, ou seja, resolver o problema que impede a plena manifestação do foco no paciente e a sustentabilidade da organização com os recursos que estão acessíveis, ainda mais considerando a desigualdade de recursos existente entre as regiões brasileiras.

Embora a passos lentos, o setor de saúde vinha se informatizando paulatinamente, iniciando pela implantação dos ERPs, passando pelo prontuário eletrônico do paciente (PEP) e…. ficava mais ou menos por aí mesmo. Só a implantação do prontuário já causava um grande alvoroço nas organizações de saúde devido a tantos entraves que as equipes usuárias encontravam para se adequar ao software ou para definir processos ainda não definidos e até mesmo para conseguir que o software fosse customizado para processos próprios que a equipe considerava imprescindíveis, sem falar em soluções pontuais que não conseguiam fazer a devida interface com os softwares já implantados na instituição…. quantos gargalos!

O ponto-chave para o sucesso desta operação recai sobre a mudança de cultura – muitas organizações desejavam inovar mas não estavam culturalmente preparadas para este empreitada e… qual era o resultado? O abandono ou a subutilização da ferramenta na qual a alta liderança investiu recursos financeiros e também criou expectativa de que, por meio desta implantação, os dados provenientes dos processos assistenciais e de apoio chegassem a si para a devida tomada de decisão e para a melhoria contínua.

Mas, com a pandemia da COVID-19 todo este cenário foi acelerado e onde nem se pensava em passar do uso do PEP hoje temos até a telessaúde funcionando com teleconsulta, telediagnóstico e telemonitoramento, assim, num “piscar de olhos”.

Por outro lado, empresas de tecnologia, sejam startups ou sejam institutos de pesquisa tecnológica, que possuem em suas mãos soluções desenvolvidas ou em desenvolvimento para a área de saúde, tem dificuldade em se integrar ao setor, em entender a “dor” de uma determinada organização e em implantar suas soluções porque os processos não estão devidamente ajustados para serem transformados do modo analógico para o digital ou porque suas soluções não foram devidamente validadas ou pela simples ausência de infraestrutura de TI que impacta, por exemplo, na interoperabilidade.

Bem, as demandas da população têm sido de alguma forma sido atendidas, mas as organizações de saúde já perceberam que precisam remodelar o seu processo e incorporar de forma definitiva tecnologias que não vieram para substituir o cuidado pessoal, mas vieram para prover cuidado mais preciso e mais amplo, prover monitoramento mais amiúde e ter mais dados (ah…os dados!) para que se saiba, com agilidade, o que está ocorrendo na operação e na assistência a fim de que decisões rápidas e assertivas possam ser tomadas, especialmente em momentos de contingência como este que vivemos.

MAS COMO INTEGRAR AS TECNOLOGIAS AOS PROCESSOS ATUAIS DA ORGANIZAÇÃO? É MAIS OU MENOS COMO “TROCAR A TURBINA DO AVIÃO COM O AVIÃO NO AR”….

Para esta integração, o discurso assistencial, gerencial e tecnológico precisa estar na mesma sintonia e com foco no paciente e na sustentabilidade da organização.

Nesta jornada de melhoria de processo com incorporação de novas tecnologias os passos cruciais são:

  • Mapeamento de necessidades para a definição de prioridades de acordo com o planejamento estratégico e com os recursos disponíveis;
  • Alinhamento da alta liderança com os demais níveis da organização quanto ao processo e expectativas de resultados;
  • Escolha da solução tecnológica, verificando a sua adequação e status de validação e interoperabilidade para a implantação;
  • Mapeamento e ajuste dos processos que serão alterados com a entrada da tecnologia;
  • Gestão de mudança desde a alta liderança até a linha de frente;
  • Apoio à implantação;
  • Avaliação dos dados obtidos e sua utilização na gestão assistencial e administrativa para a melhoria contínua.

Diante de tantos desafios, a clareza sobre os processos e a cultura de gestão por meio de dados e indicadores (não só administrativos, mas também assistenciais) promovem a base para receber aquilo que o ecossistema de inovação tem a oferecer, não somente em termos de proposta de desenvolvimento como também em termos de incorporação de soluções prontas para serem integradas à operação. O restante fica por conta da interoperabilidade (qual é o real status das possibilidades de se agregar tantas soluções pontuais e interessantes ao ERP das organizações?…Fica aqui a pergunta…).

E você? Qual é o seu papel neste tremendo desafio? O que você precisa para contribuir? O que você tem a ofertar? Pense nisso e junte-se a nós para compartilhar suas reflexões.

Júnia J. Rjeille Cordeiro – Membro Health Innovator do Health Innova Hub

Sócia-Consultora da Sistematize – http://www.sistematize.com.br

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