Como evidências de 2014 explicam a mudança de mindset do paciente em 2020?

Pesquisa, informação, big data, nuvem, engajamento, segurança. Temas e ações que estão em pauta nos últimos anos de uma forma aparentemente nova.

O Google atualmente possui os 2 maiores portais de busca, contando com o próprio buscador ‘Google’ em 1° lugar e o Youtube em 2°. A questão é que o Google virou referência em pesquisa antes do Boom de Big Data, Analytcs e outros meios de análise de dados, o que o classificou inicialmente a uma simples enciclopédia, e o tornou hoje em uma das maiores empresas do mundo, com dados de bilhões de usuários em todos  os continentes.

2020

As questões éticas ainda são extremamente relevantes, e a legislação está cada dia mais sólida, porém o fato de poder/ser um influenciador em diversos níveis da sociedade, torna o Google – Facebook, LinkedIn, Uber, Apple etc – em um dos players mais importantes de qualquer ecossistema, trazendo a tona a questão desse artigo: Como prever o futuro com base em um histórico passado?

Atrás – talvez – dessa resposta, a Deloitte promoveu um estudo prevendo o futuro com base nas discussões do passado. Uma análise histórica que, apesar de utilizar um curto espaço de tempo, auxilia a entender a demanda do mercado e as mudanças em diversos segmentos.

 

Novamente, o Paciente Digital

O termo Paciente 2.0 já está ficando ultrapassado, mas Paciente Digital continua trazendo a ideia de que com a digitalização de tudo, o paciente consequentemente estaria apto a buscar, entender, discutir e criticar os pareceres dos médicos.

A questão ainda é questionável em países em desenvolvimento, como Brasil, mas, assim como a telemedicina, é uma solução que deve ser debatida e integrada aos demais serviços.

Como escrevi na Parte 3 da Série Tendências, os grandes players de saúde devem entender o movimento e auxiliar o paciente a alcanças a informação correta, evitando que pseudo-sabedores influenciem as decisões da população.

O estudo mostra que em 2020, o paciente não só buscará informação como também buscará saúde. O paciente terá um tratamento personalizado, de acordo não só com o seu orçamento, mas com suas restrições de saúde e de tempo.

A redução nos valores de plano de saúde relacionada a qualidade de vida do usuário já estará consolidada. As empresas terão que buscar o usuário mapeando seus acessos, suas buscas e suas atividades, em redes sociais e wearables.

2020

De fato, o paciente estará empoderado a nível de empresas repensarem seus modelos de negócio, podendo – talvez você já tenha visto isso – inclusive disponibilizar produtos e serviços de graça para entender através de uma análise de uso como esse usuário se comporta e como pode gerar valor em outras ferramentas para ele .

Esse parâmetros foram traçados de acordo com dados extraídos em 2014, aonde o consumidor se mostrava interessado em wearables, em consumir telemedicina, buscar conhecimento relevante acerca de sua saúde e disponibilizar dados para que o médico pudesse acompanhar suas atividades. (fonte: http://bit.ly/20S7pzL)

Sarah Thomas, diretora do centro de Health Solutions da Deloitte, afirma que “Enquanto as demais indústrias abraçaram a ideia de que o consumidor vem primeiro, a saúde deixou essa questão de lado.

Porém isso acabou. O reconhecimento do usuário finalmente está sendo trabalhado pelos provedores, o que auxilia no entendimento dos problemas atuais ao colocar o paciente no centro de tudo, alterando de uma abordagem paternalista para uma patient-centred (Paciente no Centro), o que redefinirá o acordo entre pacientes, provedores e pagadores.”

 

O que acha da análise? A mudança de mindset do paciente é real? Qual a importância dos grandes players entenderem esse movimento?

Comente!

 

Abraço,

Felipe  Ricci

 

 

Sobre Fernando Cembranelli

CEO e Founder do Health Innova HUB, Ecossistema Digital de Inovao em Sade. Mdico formado pela UNIFESP, com Residncia Mdica, em Administrao Hospitalar, pelo Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP e MBA com foco em Healthcare Management pela Duke University Foi Co-fundador do EmpreenderSade, Gerente do Centro de Inovacao do Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP e Partner da Live Healthcare (Portal Sade Business, Sade Business Frum e Healthcare Innovation Show).

Ola, deixe seu comentário para nossa comunidade!