Triagem precoce de risco e cuidado coordenado na prevenção de quedas e fraturas: impactos na qualidade de vida e sustentabilidade do sistema de saúde

Os números não admitem mais “vistas grossas”: 1 entre 3 cai todos os anos e 1 entre 20, fratura o quadril; destes hospitalizados por fratura, 20% morrem no primeiro ano após a fratura [1]. Atualmente, as quedas são a terceira causa de mortes entre brasileiros idosos, responsáveis por mais de 50 mil internações em hospitais a cada ano [2]. Em 2060 seremos 228,3 milhões e 20% da população 65+ [3]. Na projeção deste cenário para o futuro, estamos falando de mais de 150 mil mortes por quedas no Brasil: vidas ceifadas ao custo inestimável dos “sintomas pós-queda”: dor, perda de autonomia, reclusão, insegurança, constrangimento e muitas vezes, depressão e morte.