As tendências de 2018 na área da saúde! (Parte 3)

Depois de citar tecnologias, soluções e pesquisas na Parte 1 e Parte 2 da série Tendências, é importante detalharmos as mudanças no comportamento dos usuários em relação a sua saúde, e como os players devem trabalhar com isso.

O Paciente Digital, ou Paciente 2.0, é uma consequência do mundo conectado, aonde smartphones são itens de primeira necessidade, wearables estão em expansão – principalmente em países desenvolvidos – e a informação é consumida a todo momento, com pouca análise critica do conteúdo.

No último Report disponibilizado pela Deloitte acerca do ecossistema de Saúde, uma das conclusões mais interessantes é que o movimento de “auto-conservação” já teve um início sólido em diversos países.

 

O Paciente Ativo

A Smart Health Care é uma tendência em total expansão, com adeptos conscientes e inconscientes.

A utilização de novas ferramentas para controle da saúde – apps, wearables, coaches, plataformas – trouxe uma quantidade de dados inimaginável a saúde, extrapolando o limite de processamento.

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O estudo da Deloitte trouxe 3 pontos importantes:

Parte dos pacientes querem um atendimento objetivo, focado; a outra parte prefere um atendimento personalizado, com envolvimento mais profundo do médico.

A maioria das pessoas se encontra na 2a opção.

Porém, o que é unanimidade entre os pacientes pesquisados, é que o paciente se sente cada vez mais conhecedor de sua condição e de sua saúde. Tratá-lo como um paciente ativo é necessário, dando-lhe explicações e caracterizando o seu estado.

 

Disseminação de conhecimento

A idade das pessoas tem prolongado a níveis nunca antes vistos na humanidade, e essa questão não é só influenciada pela tecnologia, pesquisas, diagnósticos, etc, mas como também pelo engajamento do paciente e busca pelo conhecimento.

Um método importante de divulgação de informação são os blogs, sites, matérias, meios de comunicação profissionais de grandes players da saúde. O nível de conhecimento e grau de impacto de grandes corporações pode diminuir com as notícias falsas – Fake News – o que favorece o Paciente 2.0, facilitando inclusive o serviço de médicos, hospitais, farmacêuticas e demais players da área.

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Apesar do crescente engajamento do paciente – especificamente em países desenvolvidos, mas com crescimento já visível em países em desenvolvimento –  o aumento da idade das pessoas, além de problemas já existentes, como sedentarismo e obesidade, promove outras doenças, principalmente doenças crônicas, como câncer, diabetes, problemas coronários e neurológicos.

Aumentar a informação acerca de tais pontos é interessante para todos os stakeholders do setor, podendo utilizar os dados de processamento para outros fins, como criação de produtos/soluções correspondentes ao seu paciente.

 

Como melhorar o processo de transformação

Em uma área tão complexa como a da saúde, qualquer movimentação pode causar um terremoto. A questão é: como todos os players podem se movimentar para transformar a saúde de forma sólida?

 

A própria Deloitte traz algumas reflexões que podem nos auxiliar nessa jornada:

  • Compreender, integrar e complementar os novos modelos de negócio, as novas políticas de saúde e a regulação complexa que existe no setor;
  • Investir em tecnologias emergentes para redução de custos, aumento do acesso e melhora na entrega da saúde;
  • Mudança estratégica de foco no volume para foco em Valor;
  • Aumentar o engajamento do consumidor e melhorar a UX;
  • Moldar a mão-de-obra para o futuro.

 

Para acompanhar o Report completo da Deloitte, acesse: http://bit.ly/2iCKU0U

 

Com isso, encerramos a série “Tendências na Saúde”. Espero ter auxiliado na compreensão do panorama geral para os próximos anos.

Em um próximo artigo, detalharemos o estudo da Deloitte, além de introduzir um outro  relacionando os avanços no setor para 2020.

 

Quais as suas expectativas para 2018 e para os próximos anos? BioTech já é realidade? O paciente empoderado está transformando o modo como os médicos e hospitais se relacionam com ele?

Comente!

Abraço,

Felipe Ricci

 

 

 

Sobre Fernando Cembranelli

CEO e Founder do Health Innova HUB, Ecossistema Digital de Inovao em Sade. Mdico formado pela UNIFESP, com Residncia Mdica, em Administrao Hospitalar, pelo Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP e MBA com foco em Healthcare Management pela Duke University Foi Co-fundador do EmpreenderSade, Gerente do Centro de Inovacao do Hospital das Clnicas da Faculdade de Medicina da USP e Partner da Live Healthcare (Portal Sade Business, Sade Business Frum e Healthcare Innovation Show).

2 Respostas

  1. FABIANA MENDES DE ALMEIDA

    De todas as três perguntas eu considero a terceira mais próxima da nossa realidade. Mas sim, apenas com o acesso a informação, o paciente empodeirado está transformando as relações no ambiente de saúde. A biotecnologia só vai agregar ferramentas.

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