Estados Unidos e China: A nova corrida espacial será na saúde?

A notícia da semana na saúde foi da aliança entre a Amazon, JPMorgan Chase e Berkshire Hathaway para estruturar uma alternativa ao acesso à saúde norte-americano.

A solução será inicialmente testada nos colaboradores das empresas, e posteriormente pode ser adaptado e inserido no mercado americano.

A aliança reforça o que muitos analistas já diziam sobre a Amazon, quando apostaram que o próximo objetivo da empresa seria transformar também a área da saúde.

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Imagem: Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway, Jeff Bezos, CEO da Amazon e Jamie Dimon, CEO da JPMorgan Chase

 

Porém, antes do mega movimento das 3 empresas, já existiram outras gigantes do mercado oriental direcionando forças para transformar o setor da saúde em suas localidades.

 

A Transformação Chinesa

É o que o Alibaba vem realizando na China desde 2014. A primeira grande iniciativa foi o “Future Hospital”, que teve como foco auxiliar pacientes em consultas online e melhorar a entrega de medicamentos comprados pela internet.

Porém, 2 anos depois o Governo Chinês barrou as transações realizadas pelo serviço de e-commerce do Alibaba, assim como seu serviço de monitoramento remoto de medicamentos.

A Baidu também passou por problemas em suas Health Solutions. No último ano a companhia encerrou o serviço de agendamento médico, que trazia um mecanismo de Inteligência Artificial, aprimorando os dados informados.

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O Futuro

Mas não são apenas más notícias que as companhias chinesas acumulam.

No último ano, a unidade de saúde da Alibaba introduziu um software de IA para interpretar tomografias, assim como um laboratório de IA focada em medicina para que médicos possam realizar diagnósticos de forma mais precisa e atualizada.

Outra gigante chinesa, a Tencent, revelou no ultimo mês um programa de imagens médicas que auxilia médicos a diagnosticarem câncer em estágios iniciais. O programa já é utilizado em mais de 100 hospitais chineses.

Além de desenvolvimento próprio, a Tencent vem investindo em muitas startups, como a WeDoctor Group, que realiza consultas remotas e permite prescrição online.

(Fonte: http://nyti.ms/2GECByQ)

 

O que podemos observar é que a China possui um reposicionamento por parte de diversos players para acelerar a transformação na saúde, uma questão que, apesar dos altos investimentos em inovação e startups, não configura como principal objetivo para a maioria das grandes companhias norte-americanas.

Com a entrada de gigantes, como Amazon e Apple, esse cenário deve sofrer forte mudança nos próximos anos.

 

O que você acha da aliança entre as 3 mega empresas? A China está mesmo a frente dos EUA? Seria essa a nova “corrida espacial”?

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Obrigado,

Felipe Ricci

Health Innova Hub

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