Dr. Carlos Ballarati, co-fundador do I2H, ex-presidente da SBPC,e o desafio de inovar em saúde no Brasil!

Carlos Ballarati  é médico, especialista em Patologia Clínica, co-fundador do Instituto para Inovação em Saúde (I2H), ex-presidente da SBPC (Soc. Bras. Patologia Clínica) e diretor-executivo na Consulta do Bem. Sua trajetória profissional sempre foi marcada por um forte perfil empreendedor e, este ano, será um dos professores do Curso de Empreendedorismo e Inovação em Saúde.

  • O que é o I2H e o que te inspirou em iniciar o projeto?

O I2H é uma empresa focada em saúde e ciências da vida, que tem como finalidade fazer ligação entre empreendedores (startups), empresas e Investidores; no intuito de ajudar a melhorar o ambiente empreendedor em nosso país, estimulando que startups tenham sucesso em sua jornada, investidores consigam investir em negócios mais estruturados e empresas consigam suprir demandas, às vezes, específicas de inovação.

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O grande diferencial do I2H é que possuímos uma metodologia muito madura e já testada no INEI (Instituto Nacional de Inovação e Empreendedorismo) que se chama QDI ou Questionário de inovação, onde através dele podemos analisar o grau de maturidade das startups, suas virtudes e defeitos de uma forma cientifica e estruturada ajudando a melhorar a empresa.

A inspiração de criar o I2H surgiu durante o evento da Exponencial Medicine da Singularity University em 2016 onde encontrei a Ingrid Paola, presidente do Inei e vimos que precisávamos ajudar a ter no Brasil um ambiente empreendedor com a mesma mentalidade que tem o vale do silício, onde a inovação tem grande chance de prosperar pelo ecossistema acolhedor e maduro que ocorre na região. Acabamos formando uma equipe com mais pessoas (Médico, Engenheiro e Economista)  que aceitaram este desafio.

  • Quais habilidades te ajudaram nessa trajetória?

Acho que empreender é um estado de espírito, empreendedores tem mais tolerância ao risco e crença nas suas ideias, mas uma coisa fundamental que percebo é a experiência, isto somado ao dinamismo de jovens empreendedores tem se mostrado uma fórmula de muito sucesso

A formação da equipe é fundamental, pois mesmo uma excelente ideia não sobrevive a uma equipe fraca, por isso no ambiente empreendedor, o diálogo e a troca de experiência são enriquecedor e fundamentais.

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  • O que você tem presenciado de inovador na Saúde?

Muitas coisas estão mudando na saúde e vem com uma velocidade assustadora, Novas tecnologias, nanotecnologias, genética, Microbiomas, blockchain, acesso ao sistema, inteligência artificial, big data etc, vão impactar de forma profunda a saúde mundial, principalmente com a visão de Health 3.0 onde a prevenção vem em primeiro lugar. Mas tudo isso acontece por um maior empoderamento do paciente, que passou a ter mais acesso à informação e gerenciamento de sua saúde, isto permite que a mudança seja mais sedimentada.

Estamos também  conseguindo utilizar melhor os dados gerados e transformá-los em informações o que tem impactado muito em todos os aspectos da medicina e ciências da vida.

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  • Na sua percepção, qual a importância do ecossistema de empreendedorismo e inovação em saúde?

É fundamental termos um ecosistemas maduro e acolhedor. Temos que entender que o empreendedor brasileiro tem o mesmo nível dos demais, nossa grande deficiência é que não temos um ecosistemas que seja amigável ao empreendedorismo, como ocorre na América do Norte, Europa e alguns países asiáticos.

Gastamos muita energia com problemas burocráticos e lutando para a sobrevivência. Por outro lado quando vemos startups brasileiras, com modelos de inovação de sucesso, estas conquistam mercados internacionais de forma consistente.

Iniciativas de mais integração e menos competição entre os vários players que incentivam o empreendedorismo no Brasil poderiam acelerar a transformação deste ecossistema.

  • Como os players podem auxiliar na evolução do ecossistema?

A troca de informação, objetivos comuns que devemos lutar, maior diálogo e troca de experiência, uso de ferramentas comuns, além de eventos mais amplos poderiam incentivar este ecossistemas

Existe espaço e oportunidades para todos mas se adotarmos algumas bandeiras comuns ganharíamos velocidade.

Não precisamos reinventar a roda , vamos tomar como exemplo o Vale do Silício , talvez um dos locais mais competitivos do mundo, mas que possui o melhor ambiente inovador do planeta, fruto de uma mentalidade de que a competição faz parte do jogo mas o mais importante é permitir que ela ocorra, criando e estimulando o ecossistema.

Nem precisa dizer o quanto isto está sendo produtivo. Hoje temos o Vale sendo transformador na inovação americana e mundial, estimulando várias outras regiões a possibilitar e estimular o empreendedorismo

Vejo, hoje no Brasil, chance de concretizarmos esta transformação!

O Dr. Carlos Ballarati estará conosco no Curso de Empreendedorismo e Inovação em Saúde, nos dias 7,8 e 9 de Dezembro. Não deixem de participar!

PARTICIPE!

Participe do nosso Curso: Empreendedorismo e Inovação em Saúdeque acontecerá nos dias 7,8 e 9 de Dezembro, em São Paulo. O curso téorico-prático incluirá visitas à excelentes empreendedores e startups de São Paulo e aulas com alguns dos maiores empreendedores e inovadores em saúde do país.

FAÇA PARTE DA TRANSFORMAÇÃO!

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