Como melhorar a Gestão da Qualidade na Saúde?

Muitos acadêmicos, profissionais da saúde e médicos têm dificuldades para compreender os processos que permeiam as práticas dos serviços em saúde. Muito disso deve-se à formação médica arcaica, baseada em modelos curriculares defasados que não abordam de modo abrangente tópicos relacionados à gestão em saúde, empreendedorismo, marketing e finanças para médicos. Com isso, inúmeros colegas se formam e deparam-se com um mercado voraz que é imperdoável para com aqueles que não buscam um diferencial.

Uma das áreas mais proeminentes para que o profissional da saúde se destaque é a Gestão da Qualidade, que é uma área de estudos muito relacionada à administração e à engenharia, que tem inúmeras aplicações no contexto da saúde.

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Quando entendemos que tudo que ocorre em determinado nicho é delineado por inúmeros processos, conseguimos definir fluxos de atividades e eventos que podem ser não apenas diagnosticados, como também sofrer interferências para sua otimização.

A gestão da qualidade total busca orientar todos os processos gerenciais de uma empresa visando a excelência de ponta-a-ponta. O médico moderno deve pensar sempre em buscar tal excelência, principalmente no que tange a colocar o paciente (cliente) como o “rei” de todas suas ações, o foco principal, o clímax de sua atividade profissional.

Diante desse quadro, uma ferramenta PODEROSA da gestão da qualidade vem à tona, e pode impactar diretamente na tão sonhada excelência no atendimento aos pacientes: o ciclo PDCA.

PDCA vem do inglês: PLAN – DO – CHECK – ACT ou Adjust, e consiste em um método interativo e multidimensional de gestão de quatro etapas, utilizado para o controle e melhoria cíclica de processos e produtos.  A aplicação desse ciclo pode ser feita em todos os processos, visando o contínuo aperfeiçoamento do atendimento, raciocínio, gestão e relação do médico com o cenário que permeia seu trabalho. Agilidade, clareza e otimização são os principais resultados que podem ser alcançados com essa ferramenta, sempre relacionado a uma determinada meta pré-fixada.

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Vejamos um exemplo prático: o médico deseja uma melhor prospecção de clientes para seu consultório. A primeira fase seria ter uma meta clara e pensar em meios para atingi-la, ou seja, se ele tem um fluxo médio mensal em seu consultório de 1200 pacientes, suponhamos que seja a meta aumentar esse fluxo em 50% nos próximos três meses. Delineada a meta principal, ele planejará as estratégias de marketing. Após isso, o plano será executado, ocorrerá investimento em prospecção via marketing digital e melhorias estruturais para atender melhor os pacientes.

A quarta fase do ciclo seria reavaliar todo processo, verificando erros e possíveis melhorias, retomando o planejamento e alavancando as metas. Dessa forma, o crescimento torna-se sustentável e sempre gerenciável, com um simples controle e com a cultura sedimentada de revisar as metas e restabelecer melhorias constantes na produção ou entrega de serviços.

O PDCA pode ajudar muito não apenas nas questões financeiras, administrativas e operacionais, como também na atualização e estudos do médico, uma vez que ele sempre estará buscando alavancar e melhorar seu conhecimento através das avaliações após ter um ciclo “rodado”.

 

Ao compreender que a medicina moderna necessita de multidisciplinaridade, o médico poderá incrementar sua carreira com cursos que atinjam essas tendências e que agreguem valor ao seu paciente. Assim, é possível compreender que se atualizar é a forma mais eficaz de melhorar o seu serviço. 

 

Por Bruno Jhônatan Costa Lima de Ouro Preto, MG.