O Direito à Vida após a Pandemia do Covid-19

O direito à vida é preceito constitucional contemplado no artigo 5º, da Constituição Federal/88 e dele decorre o exercício de todos os demais direitos inerentes ao ser humano, tais como saúde, educação, alimentação, segurança e proteção à maternidade e à infância, entre outros indispensáveis à dignidade da pessoa. Somente assegurados esses direitos, a vida será plena tanto em tempos normais, assim como em tempos de pandemia.

Na eterna guerra fria entre planos e seguros privados de assistência, médicos, laboratórios clínicos, laboratórios farmacêuticos e hospitais estão os pacientes, beneficiários de planos de saúde, que com muita dificuldade arcam mensalmente com as parcelas de seus planos na ilusão de que no momento em que venham necessitar estarão amparados. Doce ilusão.

Em virtude da pandemia internacional, declarada em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a insegurança em relação a saúde demandou uma busca acentuada pela preservação da higidez pessoal e consequentemente, um plano de saúde é com certeza, um objetivo a se alcançar.

Essa assertiva é de fácil constatação uma vez que, em meio ao crescimento do contágio pelo Coronavírus, a procura por planos de saúde privados cresceu sensivelmente.Conforme a DCG Seguros, com a declaração da pandemia, as pessoas que não possuíam planos de saúde, começaram a buscar opções dentre o variado leque de opções oferecidos pelos planos e seguros privados de assistência e em virtude disso, constatou-se que a nova leva de consumidores é composta por pessoas que estavam sem planos de saúde ou mesmo que nunca o tiveram.

A maioria das pessoas que buscam planos de saúde visam prevenir emergências e essa busca se intensifica com a possibilidade de em um eventual infortúnio a única opção seria o serviço público. Nesta esteira, surge o empoderamento das operadoras de planos de saúde que sabedoras de sua posição de elo forte desta corrente, oferecem atendimento, ditando as regras para a contratação.

Na teoria tudo é válido, porém na prática inúmeras vezes ao adquirir-se um plano de saúde contrata-se o céu e recebe-se o inferno! Nesse momento, ter um plano de saúde passa a ser uma vacina contra um vírus invisível.

Adriana Leocadio – Fundadora e CEO da Associação Portal Saúde

Elza Ferraz – Advogada especialista em direito e saúde

Adriana Leocadio – Especialista em Direito e Saúde

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